quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cientistas descrevem artrópode que vive em grande profundidade

Cientistas descreveram recentemente o animal terrestre mais profundo já encontrado, juntamente com quatro espécies novas para a ciência. Estes animais são colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), pequenos insetos primitivos sem asas, com seis pernas e sem olhos, que vivem na escuridão total.

Descrito por Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra (na Espanha), eles são conhecidos pela ciência como: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis. O último é o artrópode que vive no lugar mais profundo já encontrado, a 1.980 metros abaixo da superfície do solo.

Os animais foram coletados durante os trabalhos de uma expedição à caverna mais profunda do mundo, em 2010. A caverna Krubera-Voronja atingindo hoje a profundidade de 2.191 metros abaixo do nível do solo, está localizado na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro nas montanhas do Cáucaso ocidental, sendo a única caverna no mundo com mais de 2 Km de profundidade.

A descoberta de vida em tais sistemas profundas lança novas luzes sobre a forma como olhamos para a vida na Terra. Na ausência total de luz e recursos alimentares extremamente baixos, os animais de cavernas têm adaptações únicas para a vida subterrânea. Eles não têm pigmentação no corpo, não têm olhos e têm desenvolvido estratégias morfofisiológicas de sobrevivência em tal profundidade, durante milhões de anos.



Fonte: G1

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Cientistas mantêm vivas larvas de moscas congeladas. Larvas foram alimentadas com substância que protege do frio. Pesquisa é um passo para a conservação.


Comentário

Imagens mostram congelamento gradual das
larvas da mosca da fruta, de -1ºC até -4ºC
(Foto: Divulgação)



Cientistas conseguiram congelar larvas da mosca da fruta, com temperaturas abaixo de zero, e fazer com que elas continuassem vivas e capazes de voltar à temperatura normal. A pesquisa da Academia de Ciências da República Tcheca foi publicada nesta segunda-feira (13) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

É um dos passos iniciais na direção da criogenia – a conservação da vida pelo congelamento, comum na ficção científica. “É um passo bem pequeno, mas bem importante”, disse ao G1 Vladimir Kostal, autor da pesquisa. Ele deixou claro que a aplicação da tecnologia em mamíferos está muito distante.

As larvas foram expostas a uma temperatura de cinco graus negativos, e metade da água em seus corpos virou gelo. Elas sobreviveram porque receberam dos cientistas uma dieta rica em prolina – um aminoácido comum nos seres vivos, que já tinha se mostrado útil contra o frio em uma pesquisa anteriore.

Estudando moscas nativas de regiões árticas, a equipe de Kostal havia descoberto que as larvas dessa espécie têm um grande estoque da substância. O entomologista não sabe explicar ao certo, no entanto, por que a prolina protege os insetos do frio.

A mosca da fruta é nativa da África e não sobreviveria ao inverno europeu na natureza – ela se adaptou ao continente porque se abriga em ambientes feitos pelo homem. Por isso, o sucesso da experiência de congelamento foi visto pelo próprio Kostal como uma “surpresa”.

Nesse estudo, o acúmulo da prolina foi feito só pela alimentação, o que os pesquisadores consideram tecnologicamente simples, já que não envolve intervenções nas células nem engenharia genética, por exemplo.

Também por causa da alimentação, Kostal não trabalhou com moscas adultas nesse estudo. “É difícil fazer a experiência com adultos porque eles se alimentam bem menos. Como as larvas estão em fase de crescimento, absorvem mais as substâncias que damos”, explicou.

Fonte: G1

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Expedição descobre 365 espécies
em parque no sul do Peru
Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

"A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área", afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. "Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina", considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )
O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)
Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)
Fonte: G1